O teste do pezinho é considerado como a principal forma de medicina preventiva do bebê. É um procedimento simples, que ajuda a descobrir se o recém-nascido pode já estar acometido de doenças que irão se manifestar com o passar do tempo – duas delas, em forma de deficiência mental.
É um dos primeiros atos de amor da mãe para com o seu filho. Mesmo assim, precisa ser mais divulgado, pois ainda existem mães que não levam seu bebê à Unidade de Saúde, para realizá-lo.
A Lei que instituiu o Dia Nacional do Teste do Pezinho foi sancionada em dezembro pelo presidente da República, aprovando Projeto de Lei do senador Flávio Arns, a pedido da Unisert – União Nacional dos Serviços de Referência em Triagem Neonatal.
Obrigatório e gratuito
O teste do pezinho é tão importante quanto a vacinação da criança, de acordo com os pediatras. É obrigatório e gratuito. Não traz riscos ao recém-nascido e deve ser feito na primeira semana de vida da criança em qualquer posto de coleta (hospitais, maternidades, Unidades de Saúde). A técnica é muito rápida e consiste da coleta de gotas de sangue a partir de um único furinho quase indolor no calcanhar do bebê (daí o nome do teste).
Essas gotas são colhidas em papel filtro e levadas para análise em laboratório. Para os pediatras, elas podem ajudar a salvar vidas, pois ao identificarem uma doença antes que a mesma manifeste seus primeiros sinais, permitem o seu tratamento nas primeiras semanas de vida do bebê, possibilitando que o bebê cresça saudável e possa exercer os seus direitos de cidadão.
Cumprimento da Lei
José Alcides Marton lembra que o dia 6 de junho foi sugerido como Dia Nacional do Teste do Pezinho por se tratar da data em que, no ano de 2001, foi assinada a Portaria do Ministério Público criando o Programa Nacional de Triagem Neonatal (PNTN). Ele é dividido em etapas que englobam desde o diagnóstico precoce, até o acompanhamento e o tratamento de quatro doenças congênitas causadoras de deficiências: fenilcetonúria, hemoglobinopatias, fibrose cística e hipotireoidismo congênito.
Todos os Estados brasileiros já estão credenciados pelo Ministério da Saúde para realização do teste do pezinho, porém, somente o Paraná, Santa Catarina e Minas Gerais realizam o programa para as quatro doenças, alerta. Nos demais estados, os Programas envolvem somente a pesquisa para fenilcetonúria e hipotireoidismo congênito (e uma pequena parte para hemoglobinopatias). O Estado se credencia ao Programa ao garantir o tratamento das doenças pesquisadas, acrescenta o dirigente.
Campanha
Para divulgar o Dia Nacional do Teste do Pezinho e conscientizar a população sobre a importância do teste, a Fundação Ecumênica de Proteção ao Excepcional (FEPE), responsável pelo Serviço de Referência em Triagem Neonatal do Paraná – Teste do Pezinho, lança, nesta semana, a campanha “Teste do Pezinho: uma maneira simples de preservar a vida”, criada pela Brizcom Comunicação voluntariamente.
O comercial, produzido pela Zero Quatro Um Cine & Vídeo, está sendo veiculado com o apoio do Instituto RPC. A campanha inclui ainda spot de rádio; produzido pela Zero Quatro Um, com locução de Angela Montoni, da Synchro Music; e cartazes regionais, produzidos pelo designer da Fepe e impressos com o patrocínio da Thorium.
A BrasilTelecom também está apoiando a Fepe na campanha. A empresa imprimiu 60 mil cartões telefônicos alusivos à data, já disponíveis em todo o Estado.
No dia 6 de junho, com o apoio da Secretaria de Estado da Saúde do Paraná, da Secretaria Municipal de Saúde e o patrocínio da Lancelette, a Fepe estará na Praça Osório, em Curitiba, promovendo atividades recreativas e distribuindo informativos sobre o Teste. O evento contará com a presença do mascote “Pezinho”, feito especialmente para a ocasião, o qual visitará também escolas de Curitiba.
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