Resumo
Também conhecidos como sem-tetos, mendigos, pedintes, andarilhos, indigentes, marginal, o morador de rua faz parte de um fenômeno das grandes cidades do mundo. Encarado como um problema social, está presente em praticamente todos os países como um indicador de desajuste ou reflexo das condições econômicas. Ele faz parte de um grupo que, por vários motivos, está na rua, tornando-os assim uma população heterogênea. Ele não se vê como cidadão, como alguém que tem direitos. Ele é totalmente desprovido economicamente, socialmente e culturalmente.
O morador de rua acaba sendo assistido por entidades, na sua maioria religiosas, de origem religiosa (católicas, protestantes e espíritas) ou entidades do Terceiro Setor.
A Turma da Sopa tornou-se nosso objeto de estudo por se tratar de uma organização do Terceiro Setor que aborda a reintegração do morador de rua sob o enfoque da recuperação do desejo de mudança que existe em todo ser humano que se encontra em condições de extrema precariedade de vida. Morando nas ruas o indivíduo se esquece do que foi e do ainda pode voltar a ser e guarda apenas seu nome.
Este estudo buscou entender o porquê que o trabalho da Associação Beneficente Benedito Pacheco – mais conhecida como Turma da Sopa – se sobressai no trabalho de recuperação e reintegração do morador de rua. A afirmação que o índice de recuperação e aproveitamento de pessoas retiradas da rua pela Associação Beneficente Benedito Pacheco – Turma da Sopa – é maior que com indivíduos provenientes de outras instituições, é decorrência da observação e acompanhamento de seu trabalho ao longo de 6 meses, de diversas entrevistas com moradores e ex-moradores de rua, além de conversas com assistentes sociais e responsáveis por outras instituições da Sociedade Civil.
Leia na integra o trabalho de Anna Celina Freitas e Fabiana de Souza
Turma da Sopa: o amor como um diferencial no trabalho social com moradores de rua
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